domingo, junho 16, 2013

Cadê o "respécto", Blatter?

O Marciano não manja NADA de futebol, nem de qualquer outra prática esportiva!!! Mas o planeta Marte apóia integralmente os protestos brazukas do planeta Terra, referentes aos "vinte centavos", e não acha certo a politicagem misturada a eventos esportivos. Aliás, os eventos são bons, ótimos para entretenimento, mas por que eles recebem verbas estratosféricas para serem realizados, enquanto a trindade SES (Segurança-Educação-Saúde) só recebe farelos? O futebol ou olimpíada irá resolver a situação da SES deste (não mais) adormecido gigante sul-americano?



Para piorar, um suíço (clone de Padre Quevedo) vem até ao país exigir respeito do povo pelos seus governantes opressores. Este cidadão com certeza nunca ouviu falar de "em briga de marido e mulher, não se mete a colher". O ditado pode não bater muy bién com a situação, mas vocês entenderam a analogia. Não conhece a situação, então não dê palpite!


Cáro âmigo dê Márté ê dê fútból, cadê sú respécto?!

E o Blatter perguntou cadê o "respécto"! Então tá:

-Cadê o "respécto" pelo povo, quando assassinos e estupradores são descaradamente beneficiados e inocentados por uma legislação cada vez mais favorável ao crime? Por que a lei no Brasil é tão bandida?





Cadê o "respécto" pelo povo, quando pessoas morrem amontoadas umas às outras em corredores de hospitais, transformando os mesmos em uma espécie de abatedouros humanos? Por que a saúde no Brasil é tão doente?




Cadê o "respécto" pelo povo, se o número de pessoas que só sabem escrever "demais" separado e "com certeza" junto não para de crescer? Por que a educação no Brasil se escreve com 2 "s"?





Se o Blatter souber responder, então a nação brazuka mostrará o "respécto".

PS: O artigo é curto, pois ramo político-esportivo não é a praça do Astronauta. #acordabrasil

Astronauta de Marte desligo! *thzz*

sexta-feira, junho 07, 2013

Lanterna Marvelizado (Marvelized Lantern)

O astronauta está na Terra mais uma vez, e mais uma vez (em prol do prometido cachê de sete dígitos direcionados à sua conta) por puro prazer, fazer algumas observações (atrasadíssimas) a respeito de um filme que só agora está em cartaz no planeta vermelho, e que não está sendo muito bem recebido pela crítica especializada marciana, algo parecido com o que ocorreu aí no planeta azul em 2011.


A DC (Desesperada Concorrência), vendo a arquirrival Marvel estraçalhar-lhe vorazmente as costelas nas bilheterias cinematográficas de todo o globo, resolveu contra-atacar, apostando nos personagens de seu multiverso. Até aí, a Terra toda se perguntava se eles iriam chacoalhar a capa preta e pontiaguda do morcego mais uma vez, ou tentar ressuscitar a capa vermelha antológica do homem de aço. A resposta foi: nenhum dos dois.

Nenhum dos dois?! Vocês só sabem fazer filme dos dois, pô!

A ideia (ousada para os padrões restritos da DC) era investir no ícone número 3 da casa: o Lanterna Verde. Até então, ninguém mais da editora parecia ter chances de estrelar um filme próprio, se não fosse um dos dois “finnest”, ou coadjuvante dos finnest em um filme da Liga da Justiça. A chance foi dada, e os prometidos vindouros dias mais claros... Foram engolidos, todos de uma vez, pela noite mais densa. O filme, apesar de ser da DC, parecia “marvelizado”, mostrando a afobação da referida editora em copiar a rival, a fim de copiar também seus lucros e repercussão, vide o excesso de piadinhas, tiradas, assim como os easter eggs referentes ao multiverso, e a já clichê cena pós-créditos. Só para comprovar o desespero de copiar a Marvel, os produtores do filme fizeram questão de dizer que este seria o Homem de Ferro da DC.


Tentei desbancar os Two Finnest, mas tá difícil, DC!
A Diamond Comics com certeza poderia ter trabalhado Hal Jordan no mesmo estilo que Nolan fez com Bruce Wayne. Não necessariamente com pseudo-realismo e atmosfera sombria, mas com trama mais elaborada, explorando mais a mente do super-herói, seus medos, conflitos e ambições. E deixado o timing cômico para a Marvel, pois assim teríamos duas grandes referências à perfeita simbiose HQ-Cinema, cada uma à sua maneira, e não, uma bem sucedida com a maioria de seus personagens, e outra que só consegue emplacar com os Two Finnest.



SEM MAIS DELONGAS

OS FATOS:

-O filme mostra considerável fidelidade às HQs, preservando elementos tais como a origem do Lanterna protagonista, os personagens coadjuvantes, os lugares apresentados (Ferris Aeronáutica e Coast City por exemplo), a parada do anel amarelo, o medo afetando o desempenho do anel e os vilões. Em suma, AO MENOS, NÃO SE ESQUIVARAM TOTALMENTE DO CONTEXTO TRADICIONAL DO GLADIADOR VERDE (EXCETO CAGAREM COM O PARALLAX).


-A trama do filme abusa das piadinhas, apesar de que elas até que funcionam em sua maioria, mas descaracterizam um pouco Hal Jordan, deixando-o com um ar mais palhaço. Em suma, OU COLOCARAM HUMOR AÍ PARA FACILITAR A ATUAÇÃO DO REYNOLDS, OU QUISERAM COPIAR O ESTILO MARVEL DE DESCONTRAIR SEUS HERÓIS PERANTE O PÚBLICO.


-Durante a cena do voo-teste dos raptors na base de aviação da Ferris, o codinome de piloto da Carol (Blake Lively surpreendentemente segura em seu papel), é Safira (“Oooooh!”), e o seu capacete apresenta um desenho na lateral que se não é, se assemelha muito com a insígnia da clássica vilã Safira-Estrela (nome de drag queen em performance, que nem Shayera Hol). Em suma, A DC ANDOU SORRATEIRAMENTE COPIANDO A ESTRATÉGIA DA MARVEL DE FAZER EASTER EGGS.


-Na cena pós-créditos, Sinestro (Mark Strong ótimo, mas isso não é surpresa) enfia o dedo no anel amarelo forjado do medo, e assume seu visual clássico de supervilão, dando a entender que será ele o nêmesis da continuação que não mais será realizada. Em suma, A DC COPIOU DESCARADAMENTE A ESTRATÉGIA DA MARVEL DE LIGAR SEUS FILMES OU SEQUÊNCIAS POR CENAS PÓS-CRÉDITOS. MESMO SABENDO QUE ESTE FILME NÃO TERÁ SEQUÊNCIA NENHUMA.



MANDOU BEM: 

-Ryan Reynolds (por incrível que pareça), saiu-se bem como Hal Jordan, embora tenha mais perfil para vestir uma roupa vermelha com um raio no peito. Ele mostrou segurança em alguns momentos à frente do papel, como nas cenas de ação e nas tradicionais piadinhas, embora nas cenas de romance com sua patroa, tenha soado muito forçado.


-Os efeitos especiais, desde os construtos até Oa (fantástica), passando pelos uniformes da Tropa, os guardiões e o design corporal dos membros alienígenas da referida. A ideia de fazer um CGI do uniforme do super-herói foi legal, e deveria ser mantida para futuros filmes (sim, o Astronauta crê que haverá outros, mesmo que reboots!), embora custe uma quantidade assombrosa de doletas marcianas.


-Hector Hammond, talvez o único personagem devidamente bem trabalhado no filme, com sua cabeça fraca e sofrida devido ao desprezo do pai, da garota que ama, e inchada (literalmente!) por poderes telecinéticos e telepáticos, após cutucar a ferida fatal do Abin Sur. É o clássico tipo de vilão que a gente sente dó e entende sua vilania. Pena que foi sacrificado na parte final do filme, para dar espaço ao “fumação do mal”.

Aprende a fazer filmes, DC!! PORRA!!!
MANDOU MAL

-Ô roteiro apressado! A trama corre tanto, mais tanto, tanto, tanto (Arf! Arf!) que perde o fôlego rapidamente, e o filme fica muito resumidinho e infantilizado. Hal Jordan aprende a lidar com o anel muito rapidamente, sendo que poderiam focar mais a sua dificuldade em amadurecer sua mente, dominar o medo e consolidar seus construtos, assim como o ritmo de seu treinamento em Oa. Os outros lanternas, como Kilowog (R.I.P Michael Clarke Duncan) e Tomar Re, também poderiam ser mais trabalhados, e não ficarem como coadjuvantes (pau mandados) do Sinestro.


-Mandar Parallax logo de cara, fala sério! Isto é um vilão para ser gasto num último filme de trilogia (grande demais até para um 2°). Custava terem feito uma trilogia Hector Hammond-Sinestro-Parallax, custava?! Hein?! Custava?! Sem contar, que graças à pressa do roteiro, o monstrengo ficou extremamente raso, superficial, e foi rebaixado a um mísero “fumação do mal”. Quem lê quadrinhos do Lanterna sabe que o vilão é MUITO mais que aquilo e exige mais esmero ao ser trabalhado.

Mais parece um fóssil peixe do período triássico.
-Martin Campbell, o diretor, que afirmou logo após o fiasco do filme, que nunca acreditou no potencial do personagem de fato, e que só aceitou dirigir porque surgiriam muitos milhões de moedinhas em sua conta bancária, caso o fizesse. Lamentável saber que o planeta Terra (e Marte também) ainda conta com posturas antiprofissionais como esta.

Toma essa, Campbell, seu filho duma rapariga korugariana!!!
PARECER FINAL:

Nível
Desempenho
Comentário
5
Excelente
Vale cada centavo do ingresso!
4
Ótimo
Acima da média, matou a pau!
3
Bom
Descompromissado, mas é diversão garantida!
2
Regular
Frustrante, era de se esperar mais!
1
Ruim
Por favor, poupe seu dinheiro!

    Astronauta, desligo *thzzz*                                                                                       

sexta-feira, maio 31, 2013

1+1+1+1= O$$ VINGADORE$$

Outro post anacrônico, mas vamos lá!!! Afinal aqui ainda é Marte! Aperte o play abaixo e leia (ou não) a resenha:


Em meados de 2008 (ou 2009, sei lá), quando a Marvel Studios, embalada pelo seu então megassucesso Homem de Ferro (2008), anunciou aos quatro ventos seus próximos filmes, que incluiriam os demais habitantes da casa (Thor, Hulk, etc.), e um projeto ousado, que reuniria TODOS eles em um longa-metragem para uma aventura épica, criou-se o que vocês na Terra conhecem como EXPECTATIVA. E foi uma puta expectativa! Agora que o filme está sendo exibido aqui em Marte (Finalmente! Graças ao Tesseract), me reservo ao meu direito de tecer alguns comentários sobre os D Avengers:

Viúva Negra e Gavião Arqueiro não contam!
A ideia (genial!) seria primeiramente apresentar cada personagem em seu respectivo filme, estabelecendo seu vínculo junto ao público. Daí quem os assistia ficava intrigado e se perguntava coisas do tipo: “Imagina se o Hulk pegasse o Thor de porrada!”, “Aquilo em cima da mesa do Homem de Ferro é o escudo do Capitão América, num é?”, e assim por diante, de modo que as pequenas referências que interligavam seus filmes, faziam o próprio telespectador conectar um personagem ao outro, e (in)conscientemente aguardar por um encontro bem impactante entre eles. A fórmula deu certo!!!! MUITO certo!!! Afinal, arrecadou um bilhãozinho básico de doletas!!!



SEM MAIS DELONGAS:

OS FATOS:

-A trama não se preocupa (e nem precisava também), em apresentar os heróis e vilão, já os introduz como se eles fossem ‘de casa’. Cada cena do início do filme abre com um personagem em uma parte diferente do mundo, e vai reunindo-os um a um. Em suma, HOUVE ESMERO POR PARTE DO DIRETOR JOSS ‘BUFFY’ WHEDON EM TRAZER OS VINGADORES UM DE CADA VEZ, E NÃO SIMPLESMENTE DESPEJÁ-LOS GOELA ABAIXO NO PÚBLICO.



-Cada um dos personagens tem uma participação considerável para a teia de acontecimentos (até o inútil do Gavião Arqueiro), e pelo menos uma fala ou momento engraçado. EM SUMA, WHEDON REPARTIU BEM SUAS PIADINHAS E A IMPORTÂNCIA DE CADA VINGADOR, PARA QUE O FILME FOSSE MESMO DE UMA EQUIPE.

A Equipe!!!
-O clima do filme não é sombrio, desesperado e caótico como se esperava. Pelo contrário, é bem descontraído e coloridinho, não muito condizente com tal situação. EM SUMA, A MARVEL NÃO LIGA PARA PSEUDORREALISMO E TREVAS, E REALÇA O CONCEITO DE ‘FILME-FAMÍLIA’.


-Pegando o sexteto principal, podemos dividi-los em três duplas: a dupla ouro que comanda o show pelo carisma de seus personagens (Hulk e Stark); a dupla prata (Capitão e Thor) que vive totalmente do suporte da dupla anterior, pois não têm carisma, e a dupla bronze (Viúva Negra e Gavião Arqueiro), que vivem do suporte total das outras duas duplas, pois são personagens bem menos famosos. EM SUMA, SEM O HULK E, PRINCIPALMENTE, O HOMEM DE FERRO, ESSE FILME NÃO SERIA NEM METADE DO QUE FOI.

Ele falou que não temos carisma?!?!
MANDOU BEM:   

-Como já é de praxe, a ação bem no estilo Marvel Way de fazer cinema. Explosões, carros estilhaçados, escombros de prédios, raios laser, lutas, aliens, magia, espaço sideral, armas high tech, tudo que o povo apreciador deste gênero (principalmente EU) adora. Se você que mora em Marte, adora este tipo de coisa, e ainda não viu, mova-se, pois será um prato cheio.


Esquece a porra dos Chitauri, vamo quebrar esse marciano!
-Mark Ruffalo, sem dúvida, a grande surpresa e quem, de fato, roubou a cena (desculpe fãs do Downey Jr.), mesmo aparecendo menos que o ferroso, que o bandeiroso e até que a Viúva Negra. Ele deu a tonalidade certa ao Bruce Banner, um cara desconfortável e obviamente muito infeliz com sua ‘maldição’, com um pavio bem mais curto que Edward Norton e Eric Bana. Sem dúvida, o Astronauta já pensa que Ruffalo merece um filme solo com seu gigante verde, para confirmar se ele foi o ator certo mesmo, ou apenas fogo de palha.


-O entrosamento entre os atores, dando credibilidade aos seus personagens, cada um fazendo aquilo o que se esperava de seu respectivo super-herói. O bom mocismo anacrônico do Steve Rogers, o deboche e a presunção de Tony Stark, a aura assaz femme fatale da Viúva Negra, a postura incisiva e de caráter dúbio do Nick Fury (Samuel L Jackson espetacular!!!), o Thor e sua arrogância encrenqueira asgardiana, Gavião Arqueiro com seu tipão “tô nem aí pra essa porra” (E a gente muito menos pra ele) e o já citado Bruce Banner com uma postura mais ranzinza, azeda e fechada, que sofreu (só um pouquinho) nas mãos do Stark e suas brincadeiras.


-A participação especial de Thanos na cena pós-créditos do filme (1.000.000 vezes melhor que a cena com eles comendo shawarma), dando a entender que só vimos 1/5 do fantástico universo Marvel nas telonas, e que o pau ainda vai quebrar de fato! OH YEAH!


Vai encarar, marciano?
MANDOU MAL

-Loki (apesar da excelente atuação do Hiddleston), era pra ter sido um vilão mais imponente, mas se formos analisar em minúcias a trama, o cara sofreu bullying de todos os heróis do filme (física e mentalmente) o tempo todo, e acabou virando a grande piada da mega-aventura. A clássica cena mata-barata com o Hulk então, só serviu para deixar o asgardiano tão assustador quanto uma!



-Muitos dirão que é porque o Bruce Banner aprendeu a controlar o Hulk no final do seu filme solo, mas aquele Hulk da parte final da megaventura, meio “manso”, esperando e acatando ordens do Capitão América, como um ‘pitbull domado’, não colou muito. Na sua primeira aparição, ele esbofeteou o Thor, rasgou todos os raptors da Shield, estava todo descontrolado e enfurecido bem ao seu estilo clássico. Daí quando ele retorna, reencontrando as mesmas pessoas que ele queria esmagar, fica misteriosamente tudo de boa?!?! Estranho!



-O excesso de piadinhas e tiradas do roteiro. Tudo bem! É divertido! A gente ri muito, mas ao menos aqui em Marte, o uso deste recurso em demasia acabou dando a leve impressão de que o filme ‘não se leva a sério’, e não se garantia se fosse trabalhado com mais seriedade. Em vários momentos, a megaventura se passaria muito bem como uma MEGACOMÉDIA. Nem a morte do Agente Coulson, que supostamente seria o ponto dramático do filme, escapou da comicidade. Devido ao humor demasiado, o filme não é épico como se esperava. Aliás, nem épico chega a ser. É ótimo mas NÃO é épico.



PARECER FINAL:
Nível
Desempenho
Comentário
5
Excelente
Vale cada centavo do ingresso!
4
Ótimo
Acima da média, matou a pau!
3
Bom
Descompromissado, mas é diversão garantida!
2
Regular
Frustrante, era de se esperar mais!
1
Ruim
Por favor, poupe seu dinheiro!

Astronauta de Marte, tô vazando daqui!!